quarta-feira, fevereiro 13

Gilberto Gil - Gil Luminoso, 2006


Não há como negar que Gilberto Gil faz parte da cultura brasileira. Isso, é claro, para o bem e para o mal. Há quem o condene por uma série de posturas extra-palco, especialmente as mais recentes, e há quem não o condene. Por hora não é isso que importa. É a sua musicalidade, ao menos para mim (e espero que para todos que já têm mais de treze anos de idade e possam diferenciar arte de ideologia), que me fez vir aqui para atestar um fato: Gil é um excelente cantor/compositor. E é em Gil Luminoso que a sua excelência musical ocupa o estreito cimo da genialidade.

Gravado em 1999 para ser encartado ao livro GiLuminoso: a po.ética do ser de Bené Fonteles (por acaso produtor do disco), só veio ao formato convencional em 2006 pelas mãos da gravadora Biscoito Fino (dona de um catálogo no mínimo interessante: Doces Bárbaros, Moacir Santos, etc, etc). Necessário registrar a sensibilidade do encarte que é fiel ao conceito intimista (e espiritual) do disco. Intimista tanto na temática das canções (espiritualidade, metafísica, amor, compaixão, metalinguagem) quanto na forma como são apresentadas: todas em voz e violão e executadas com perfeição num só take, sem truques de estúdio.

São 15 canções. 15 releituras de suas músicas mais caras ao conceito que o disco encera. Detalhe é que o repertório foi escolhido pelo produtor, cabendo a Gil rearranjar tudo sob a perspectiva de um único instrumento. O disco inteiro é incrível. Há, porém, alguns destaques, como O compositor me disse, feita para Elis Regina que o próprio Gil até então não havia gravado. Metáfora, Você e você, Copo vazio, Retiros espirituais, O seu amor e Preciso aprender a só ser precisam ser ouvidas para logo.

Uma dica: ao ouvirem esse disco, estejam a sós ou na companhia de pessoas muito bem quistas. O disco fluirá com naturalidade. Os canalhas, os escroques e os sórdidos deverão ser excluídos desse momento, é claro. Se acaso um canalha ou um escroque ou um sórdido chegar a ouvir o disco, talvez ele não entenda coisa alguma, como naquela fábula que o tecido é transparente para os leigos e ignorantes, mas para os inteligentes ele é vistoso e frondoso.



(Preciso alertar que a capa do disco é uma "brincadeira / homenagem" a uma sessão de fotos muito famosa do Miles Davis, mas quem tem o mínimo de curiosidade e conhecimento sobre o jazzista vai saber logo olhando a capa do Gil Luminoso).

NOTA:

5 comentários:

Anônimo disse...

Eder Fernandes ainda não aprendeu a escrever. O texto é paupérrimo. Só o Rodrigo escreve algo que preste, sejamos sinceros. Gostaria também de saber, o que Pato fu está fazendo no meio deste blog. Que desgraça, não passam de UNIVERSITÁRIOS.

Rodrigo L. disse...

Acho que esse anônimo não passa de um MESTRANDO ou um DOUTOR.

Fernandes, Eder. disse...

Isso é tipo uma crítica, tá ligado?

Leide Daiane disse...

Porra..Vá tomar no cú, anônimo

Alice disse...

Porra..Vá tomar no cú, anômimo!