quarta-feira, junho 18

ESPECIAL DE LITERATURA Nº 1 - Literatura Argentina Contemporânea: esboços

O primeiro especial de literatura do Moedoteca propõe-se a uma tarefa árdua e, a bem dizer, ambiciosa: apresentar e analisar a literatura argentina contemporânea. Mas, sejamos humildes: não há pretensão de mapear ou definir hierarquias. O especial, afinal, será guiado pela leitura e pelas preferências dos integrantes do site - o que não significa que se restringirá às nossas opiniões primárias (pelo contrário: buscamos sempre qualquer tipo de análise).

Sem uma periodicidade definida, o Moedoteca tentará observar as obras de Martín Kohan, Alan Pauls, Sergio Chejfec, Cesar Aira, Carlos María Dominguez e, com o perdão deste aceitável desvio de foco, do já veterano e consagrado Ricardo Piglia e do já falecido e ainda mais consagrado Juan José Saer. Durante o especial, aceitamos e até agradeceríamos caso o leitor note e lamente a falta de algum autor que ele considere relevante num especial desse tipo e, ademais, nos cobre ou indique a leitura e a conseqüente análise. Se quiser nos mandar o livro, não vamos reclamar - afinal, um dos fatores que delimita o especial é justamente a escassa tradução dos autores contemporâneos e a dificuldade em importar os livros.


No primeiro post são já consideradas duas obras de dois autores diferentes: por um lado, a ficção (que o Moedoteca ousa classificar como experimental) de Martín Kohan, com o seu Museo de la revolución, romance de 2006 ainda inédito no Brasil. Nascido na capital argentina, em 1967, Kohan é professor, ensaísta e ficcionista. Sua bibliografia conta com 7 romances, 2 coletâneas de contos e 3 livros de ensaio - dos quais apenas um romance (Duas vezes junho) foi traduzido para o português (por Marcelo Barbão) e lançado no Brasil pela editora Amauta (atualização posterior: a Companhia das Letras promete ainda para esse mês o lançamento de Ciências Morais, obra mais recente de Kohan, traduzida por Eduardo Brandão). Duas vezes junho já foi alvo de discussões no blog O Biscoito Fino e a Massa, de Idelber Avelar - que, além do mais, fez e publicou uma ótima entrevista com o autor.

Além de Museo de la revolución, o Moedoteca analisa o último livro de Alan Pauls, Historia del llanto, lançado em 2007 e ainda inédito em terras lusófonas. Pauls, que nasceu também em Buenos Aires, no ano de 1959, é relativamente mais conhecido no Brasil - sobretudo por conta da adaptação cinematográfica que Hector Babenco fez para O Passado, seu mais famoso romance, caprichosamente editado em terras tupiniquins pela Cosac & Naify. Aquilo que motiva a união dos dois livros num só texto é um tema espinhoso e sempre polêmico: a política e a suas possibilidades literárias.

Leia o texto (que está dividido em duas partes) CLICANDO AQUI.

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